domingo, 25 de março de 2012

Síntese: As mudanças no mundo do trabalho e a educação.

 
                           Acácia Zeneida Kuenzer, disponível em:
     Modificações no mundo do trabalho trazem novos desafios à educação, visto que, a sociedade apresenta novos paradigmas econômicos e socioculturais marcados pela incorporação de culturas denominadas hegemônicas. Nesta nova sociedade parte-se da premissa da necessidade de formar intelectuais/trabahadores, cidadãos/produtores atendendo assim as demandas postas pela globalização e reestruturação produtiva.
     “A pedagogia ôrganica ao taylorismo/fordismo tem por finalidade atender a uma divisão social e técnica do trabalho marcada pela clara definação de fronteiras entre as ações intelectuais e insrumentais (…)”
     E partindo daí temos o princípio que determinou o projeto pedagógico que deu origem a tendências pedagógicas conservadoras que variam no privilégio entre a racionalidade formal e técnica. Sem estabelecer relação entre o aluno e o conhecimento que integrasse conteúdo método.
     Pedimos aqui licença à autora e utilizaremos a expressão “educação mecanizada” em busca de produtividade e técnica. E a escola, por sua vez, desempenha o papel do “treinador” dos processos de escalas sociais e modos de produção.
     Assim sendo, a seleção e organização dos conteúdos sempre foi rígida em sua concepção da ciência que esta fundamentada na analogia formal, onde cada objeto do conhecimento origina uma especialidade que desenvolve sua própria epistemologia e se automatiza, quer das demais especialidades, quer das relações sociais produtivas concretas.
     Tendenciosamente, os conteúdos são repetitivos e desconectos às evoluções. Resumem-se, por vezes, na cópia e resolução de questionários, tendo assim o aluno, o contato com o conhecimento fragmentado.
     Contudo, novas palavras de ordem definem e mudam radicalmente o eixo de formação de trabalhadores: qualidade e competitividade.
     Ao passo que a qualificação profissional passa a repousar sobre o conhecimento e habilidades cognitivas e comportamentais; é preciso outro tipo de pedagogia , cuja o objetivo é a capacidade para lidar com a incerteza, substituindo a rigidez atendendo a dinâmicas que diversifiquem qualidade de quantidade.
     Com relação a nova pedagogia de trabalho, empenham-se no a desenvolve-lá no âmbito das mudanças sociais e produtivas determinadas pelas mudanças no mundo.
     Já conteúdos, segundo o texto, devem abranger conhecimentos específicos tecnológicos específicos, bem como de habilidades psicofísicas e modos operacionais.
     Com as ofertas de empregos formais cada vez mais restritas, a escola continua a desempenhar uma função de pré-seleção.
     Integrada aos conteúdos e metodologias, temos, as  formas metodológicas que visam por:
- Introduzir procedimentos metodológicos que superem a memorização;
-Construir novas formas de articulação entre teoria e prática que supram o formalismo;
-Utilizar práticas pedagógicas fundamentais da absorção passiva que deverão ser substituídas pela relação ativa e intensa entre o educando e o conhecimento.
-Focar o desenvolvimento do processo pedagógico, o conhecimento e as concepções que o aluno/trabalhador acumula.
     Todas essas mudanças necessitam de espaços a atores educativos para que possam, todos os participantes do processo, desenvolverem seus papeis atuantes.
     Assim como a ciência vai para o piso da fábrica, aproximando-se do trabalhador pela mediação do engenheiro, que deixa de gerenciar pessoas para gerenciar processos, a escola deverá propiciar a apropriação do conhecimento por meio da articulação com foco na produção: o mundo das relações sociais produtivas.
     Articulação é a nova função do professor. Os educadores precisam ser educados a partis das novas circunstâncias, para que possam desempenhar sua função no processo de construção da nova sociedade.
     Temos, portanto, novas formas de controle, que objetiva a criação de condições necessárias ao desenvolvimento de uma nova subjetividade, que viabilizar a internalização do processo de controle, o estabelecimento do controle Inter-pares e a apropriação dos conhecimentos necessários para que esta participação se realize.
     Assim sendo, o texto estabelece relação entre as mudanças no mundo do trabalho e a função escolar onde a primeira contradição é o grande investimento na educação básica e educação científico-tecnológica, compreendida como condições necessárias para a cidadania e para o desenvolvimento dos projetos nacionais. Estas políticas são orgânicas a um mercado de trabalho cada vez mais restrito, obedecendo, portanto, a lógica capitalista da racionalidade financeira.
     Permanecemos com: “desejo reconhecidamente ingênuo, tendo como objetivo a escola que comprometida  com os trabalhadores e os excluídos, para além das políticas educacionais restritivas, pudesse tomar como referencia as positividades presentes nas mudanças que ocorrem no mundo do trabalho para construir um novo projeto pedagógico, o qual, rompendo com a lógica da racionalidade financeira, formasse os cidadãos de novo tipo, intelectual, técnica e eticamente desenvolvidos e
politicamente comprometidos com a construção da nova sociedade”.

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