Relacionaremos temas educacionais, não visando uma educação padronizada, estigmatizada e utópica, porém, ressaltando avanços quanto a todos os tipos de diversidades e propondo momentos de reflexão aos profissionais da educação. "Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo, nem ensino." (Paulo Freire)
terça-feira, 29 de maio de 2012
sEr EsPEciAl...
Educação Inclusiva e algumas considerações...
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Reflexão: O direito de ser, sendo diferente, na escola.
Talvez por falta de interesse dos órgãos competentes na área da educação muitos alunos por falta de laudos competentes estão sendo incluídos no ensino regular sem o conhecimento necessário de professores, pais e especialistas, e assim os priva da qualidade de uma alternativa educacional includente e as escolas pouco inovam para uma mudança na organização pedagógica.
É evidente que o modelo educacional mostra sinais de esgotamento, e é preciso aproveitar esse vazio de idéias que acompanha a crise dos velhos paradigmas para surgir um momento de transformações, enxergar o que se passa ao nosso redor anulando as diferenças e que para aprender e ensinar há diversas maneiras de se expressar, para isso é fundamental que os sistemas escolares acabem com a categorização de iguais/ diferentes, mesmo porque criar “rótulos” diante das diferenças “é o que o outro é” e dizer em tolerância, generosidade torna-se uma certa superioridade de quem “tolera”, precisamos na realidade trocar experiências com as diferenças e enxergar suas riquezas, porque o aluno especial não é um “outro sujeito”.
Dentro destas transformações há que se discutir a respeito do que significa integração e inclusão. Quanto a integração, esta está mais relacionada a inserção escolar de alunos com deficiência nas escolas comuns e o acesso as salas de aula do ensino regular ou ensino em escolas especiais. Já a inclusão vem em contrapartida com a integração pois esta é mais radical, completa e sistemática, assim dizendo, todos os alunos sem exceções devem frequentar as salas de aula do ensino regular, para isso é evidente que precisamos reciclar os planos de educação e volta-las para uma cidadania mais global e livre de preconceitos.
A Consituição brasileira de 1988 garante o direito à igualdade e promove o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outra forma de discriminação, ou seja a nossa constituição é um marco na defesa da inclusão escolar, porém ainda há muito que se trabalhar para reverter a situação de fracasso pelas nossas escolas com a evasão escolar.
Artigo de Maria Teresa Eglér Mantoan, “O direito de ser, sendo diferente, na escola”
quarta-feira, 28 de março de 2012
A escola de boa qualidade
Garantir a educação é um dever do estado, mas nem sempre ela é "boa". Para termos bons resultados na escola precisamos pensar em crianças como cidadãos do presente e do futuro, e que os valores que "ensinamos" são tão importantes como qualquer matéria, letra, número ou espaço físico dentro da escola.
Respeito ao próximo, valores humanos, sutentabilidade, o diálogo para resolução de conflitos devem estar inseridos no cotidiano das crianças, pois é nesta fase da educação básica que ela vão formando seus valores e quanto mais estimuladas à pratica do bem, melhores cidadãos serão inseridos na sociedade.
A idéia da "boa educação" não deve acontecer somente nas escolas privadas onde os pais possam "pagar" para terem uma educação de exelencia onde esses valores sejam aplicados, essa educação que almejamos para ser realmente boa ela tem que ser para todos, essa já é uma primícia do que é a boa educação, não excluir de nenhuma forma, seja ela financeira ou devido alguma limitação onde é importante também trabalhar a inclusão.
Em prol da boa educação devemos respeitar o educando e educador e desenvolver uma prática educativa de qualidade onde cada ser é único e cabe a nós a respeitá -lo.
domingo, 25 de março de 2012
Síntese: As mudanças no mundo do trabalho e a educação.
politicamente comprometidos com a construção da nova sociedade”.
terça-feira, 20 de março de 2012
Comunicação... fica a dica!!!
quinta-feira, 15 de março de 2012
BB que lê: “diário da Luíza I”
“ Inicialmente quero agradecer, em nome de todas as colaboradoras deste blog, à Camila Marques, mãe de Luíza; quem nos permitiu publicar as fotos que ilustrarão este e muitos outros textos: obrigada Mamãe Coruja!”
É comum certa frustração no início do trabalho com crianças de 06 a 18 meses, contudo, sendo capaz de verificar as mais diversas e variadas estratégias de estudo, traçando objetivos e aproveitando a observação para elaborar atividades que venham ao encontro do que se espera desenvolver em seus alunos, o trabalho é árduo, mas muito gratificante.
E neste texto comentaremos ilustrações da evolução de uma aluna que demorou para adaptar-se à rotina da creche, contudo, depois de muito choro “ da mãe, da filha e da avó”, hoje é possível observar mudanças no comportamento que demonstram quanto importante foi a insistência das partes neste processo longo, difícil e extremamente necessário.
Esta foto registra um dos primeiros sorrisos de Luíza na creche. (2011)
Passado aproximadamente uma ano, veremos o resultado da experiência “BB que lê” , (texto disponível neste blog).
Pautando-me no fato de que propiciar momentos de contato com livros adequados à faixa etária: livros de banho, emborrachados, de tecido, ou seja, resistentes ao contato; às mordidas e falta de jeito que os pequenos têm neste primeiro contato com o mundo escrito. É imprescindível na construção do hábito da leitura.
Para Fraulein, em http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/fraldas-livros-423723.shtml :
“ Manuseando livros eles são capazes de identificar a existência da grafia e passam a estabelecer uma relação direta com a linguagem escrita”.
E há quem diga que em creche os problemas a que devemos nos preocupar estão relacionados à materiais que foram trocados na mochila, à falta de canecas ou mamadeiras, à textura e aparência das fezes, assim como o relatório da quantidade de colheradas ingeridas por dia.
Como lidamos com crianças pequenas e muitas não falam, não podemos realmente deixar que arrumem seus pertences sozinhos, tão pouco ignorar o fato de que estão com desconforto intestinal, falta de apetite ou choro constante. O que temos bem claro e àqueles que participam indiretamente da organização e coordenação do cotidiano escolar também devem ter é que: PROFESSORA É PROFESSORA SEJA QUAL FOR A FAIXA ETÁRIA DE SEUS ALUNOS E O QUE MUDA SÃO OS DESAFIOS, NÃO A RESPONSABILIDADE DO ATO.
Luíza hoje… depois de muito choro…(17/05/2012)
Considero creche local para gente grande, gente que pensa grande, que ultrapassou o passado em que alunos eram alunos apenas por estarem enfileirados, rigorosamente uniformizados, calados… Caminhos suave nas mãos, boca fechada e lápis bem apontado!!!
O professor que lida com crianças de 0 a 03 anos (idade de creche) precisa acima de tudo estar bem informado e interagir com seu aluno, adaptar-se também ao mundo da criança que por muitas vezes nos desafia. O desafio da creche amendronta a muitos e por isso dizem: “Creche? Credo!!!! Estudei demais para trocar fraldas… Não me vejo no meio daquelas crianças… O que farei com elas? Qual será a pauta de meus relatórios? Canequinhas? Mordidas? “
Tenho o prazer em responder:
SE EM NOSSA LEGISLAÇÃO A EDUCAÇÃO INFANTIL COMPREENDE AS IDADES DE 0 A 5 ANOS, SAIA DE SUA ZONA DE CONFORTO, DEIXE DE DAR ORDENS À SEUS ALUNOS E APRENDA A SER PROFESSORA, A REPENSAR SUA PRÁTICA!
Por Freire:
“O processo de ensinar, que implica o de educar e vice-versa, envolve “a paixão de conhecer” que nos insere numa busca prazerosa, ainda que nada fácil. Por isso é que uma das razões da necessidade da ousadia de quem se quer fazer professora, educadora, é a disposição pela briga justa, lúcida, em defesa de seus direitos como no sentido da criação de conceições para a alegria na escola(…)”
Luíza adora manusear os livros é visível em seu sorriso que esta é uma atividade prazerosa!!!
Senta-se e ajeita-se para começar a leitura…
É importante a apresentação de livros que além de material resistente, permitam e proporcionem interação. Afinal de contas a leitura visual e sonora é importante, visto que ainda não estão alfabetizados.
Interage imitando sons dos animais, aponta partes do corpo, explora cada uma das páginas saboreando a “leitura”.
Este momento é prazeroso não apenas à aluna, mas também e imensamente à professora, visto que a aproximação pode acontecer. Logo, estando no colo, desenvolve a atividade, é acolhida e aconchegada.
Infelizmente são 15 alunos e 3 professoras. Apesar de diversas vezes desejarmos vários braços como os “polvos” para abraçar e acarinhar a todos é humanamente impossível, desta forma, a roda da leitura facilita a aproximação de todos e o jeito é revezar o “colinho”.
Luíza ainda chora… mas nada que um “chameguinho” não resolva!
quarta-feira, 14 de março de 2012
As práticas do estágio
O QUE ACONTECE COM A NOSSA EDUCAÇÃO?
Brincar é coisa séria!

quinta-feira, 8 de março de 2012
Está na hora de quê?
Rotina em Educação Infantil
Muitas professoras ainda sofrem para adequar seus alunos à rotina “tão clamadas por alguns” e “tão odiadas por outros”.
Afinal, por que é tão necesssário que tenhamos uma rotina?
Se partimos do pressuposto de que a rotina está ligada à organização do tempo e espaço, interferindo diretamente no planejamento; montamos uma gama de respostas que nos levam a repensar em nosso cotidiano escolar. Nesse caso, especificamente, no cotidiano das creches onde crianças de 0 a 3 anos permanecem em média 10 horas por dia, de segunda a sexta-feira, num total de 50 horas semanais.
E por mais que pareça estranho, ou inviável, alguns professores insistem em “ (planejar) a rotina no momento em que entram em sala de aula” tendo como resposta: “ o aluno está se adaptando ao ambiente e a novas pessoas a sua volta, tenho uma rotina flexivel”.
O aluno fará o que quiser? No momento em que bem entender?
A rotina DEVE ser flexivel, porém, sistematiza, pensanda sobretudo nas ações que FORAM previamente planejadas, embasadas no planejamento e de acordo com os objetivos a serem atingidos, tanto pelo professor como pelo aluno, pois quando penso no ato de ministrar aula devo entender que tanto aluno como professor são atuantes no processo, desta forma o professor tem objetivos estabelecidos a atingir tanto quanto o aluno. Como exemplo podemos destacar o momento da refeição: o professor pode estabelecer como um dos objetivos a organização do ambiente e do tempo e propor ao aluno que tenha contato com alimentos variados explorando o paladar, olfato, assim como coordenação ao manusear talheres, entre outros.
De acordo com Tognetta, em: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/0-a-3-anos/como-aproveitar-bem-tempo-creche-planejamento-rotina-educacao-infantil-bebes-criancas-535435.shtml
“Pensar numa rotina eficiente para bebês e crianças pequenas, exige, é claro, coordenar a intenção de cuidar ao ato de educar. Nessa fase, as necessidades biológicas, como sono, alimentação e higiene, são tão importantes quanto as afetivas, motoras, cognitivas e sociomorais”.
Entendo que distribuir brinquedos ou estabelecer “hora do soninho” três vezes ao dia, por exemplo, não sejam sinônimos de rotina flexível.
Mesmo bebês necessitam de sequência de atividades para estabelecerem ordem aos acontecimentos. E essas além de educativas devem ser sistematizadas de forma organizada, pois eles se acostumam com a sequência de acontecimentos e conseguem prever o que virá depois. Isso também permite que conheçam seus limites e entendam qua as coisas nem sempre podem ser realizadas na hora e do jeito que eles desejam.
Considerando que em diversas situações de adaptação o choro é constante; acalentar no colo e estabelecer situações que propiciem aos pequenos segurança e conforto são estratégias que devem ser utilizadas, contudo, dentro de um planejamento visando a adaptação à rotina onde todas as ações são planejadas e objetivadas.
Como enfatiza o documento Parâmetros de Qualidade para Educação Infantil (MEC, 2006), grifo meu:
“ Crianças expostas a uma gama de possibilidades interativas têm seu universo pessoal de significados ampliados, desde que se encontrem em contextos coletivos de boa qualidade. Essa afirmativa é considerada válida para todas as crianças, independente de sua origem social, pertinência étnico/racial, ou credo; desde que nascem”.
terça-feira, 6 de março de 2012
Facebook, pode? Quando – Uma leitura informal…
Hoje me vi, por certa situação, obrigada, ou melhor, provocada a pensar: “ facebook pode”? Quando?
Sempre me coloquei contra facebook, oukut, blog … Não entendia porque as pessoas passavam tanto tempo em frente ao computador.
“MSN”: tudo bem! Afinal é mais barato que pagar ligações interurbanas, ou para celulares e se nos possibilita falar com várias pessoas ao mesmo tempo, economizamos tempo e dinheiro.
Até que um certo dia a mim foi apresentado:
- Prazer, facebook!
Para que serve?
- Muitas coisas !!!
Quais?
- Além de conversar com seus amigos como no MSN, você pode ver e postar fotos, ler notícias, receber links variados ( cômicos, tristes, educacionais, verídicos, polêmicos, sem nenhuma importância… ).
Hummmmmm… Ok! Quero um!
Tenho um! E você?
Mas afinal, para que serve o SEU facebook? Em quais momentos VOCÊ o utiliza? Por quê?
Para que serve a SUA internet? Em quais momentos VOCÊ a utiliza? Por quê?
E jornal? Lê?
Leio jornal virtual. Geralmente, as notícias que meus amigos compartilham no “face”. Utilizo o link para pazer a leitura, passo os olhos nas manchetes e compartilho as que me chamam atenção. E assim meus amigos também são informados pelas coisas que me interessam.
Porém, não é só informações importantes que encontramos no “face”. Certo? E nos jornais impressos? Existem apenas bons texto sobre assuntos interessantíssimos (que não podemos deixar de saber)?
Qual a reação de um pai que chega na escola de seu filho e vê sobre a mesa do professor um jornal (impresso)?
Me arrisco a dizer que se esse pai tiver um pouquinho de consciência ficará feliz em saber que seu filho passa parte de seu dia meio a um adulto culto, informado e preocupado em atualizar-se.
E se esse mesmo pai encontrar um computador conectado ao facebook?
Não preciso pensar muito para entender que certamente a reação não será “tão positiva” quanto na situação anterior.
Contudo, o facebook, que já serviu como tema em concurso público (http://noticiasr7.com/vestubular-e-concursos/noticias/concurso-publico-faz-pergunta-sobre-luiza-do-canada-20120201.html ), pode servir como jornal interativo; ou ainda, como motivação para pesquisa e produção de texto.
Sim! Por que, não?
Entendo que assim como o professor orienta ao pai que não deixe seu filho passar muito tempo jogando videogame, assistindo tv ou “conectado a internet”; deve questionar também:” facebook para que? quando?”
Facebook vicia!
Videogame vicia!
Blog vicia!
Internet vicia!
Pesquisa vicia!!!
Leitura vicia… que bom!!!!!
Já me vi por vezes irritada com o celular por não conseguir conectar. Assim como por vezes, vi coisas interessantes que gostaria de compartilhar com meus amigos e até procurei notícias que fossem interessantes para que compartilhassem e comentassem.
Considero importante esse contato com inovações tecnológicas e acredito que temos grandes aliados para que sejamos profissionais conectados com a realidade, pesquisadores natos… Afinal: somos múltiplos , ou deveríamos ser?
O que falta algumas vezes é um link: www.bomsenso.com.br
Moral:
Peço licença ao amigo e chará, (Freire, 1997), a quem CURTO =)
“Se isso não significa que após pensar, ou enquanto penso eu deva automaticamente escrever, isto significa, porém, que ao pensar guardo em meu corpo consciente e falante, a possibilidade de escrever da mesma forma que, ao escrever, continuo a pensar e a repensar o pensando-se como já pensado.”
