quinta-feira, 8 de março de 2012

Está na hora de quê?

 

Rotina em Educação Infantil

 

      Muitas professoras ainda sofrem para adequar seus alunos à rotina “tão clamadas por alguns” e “tão odiadas por outros”.

      Afinal, por que é tão necesssário que tenhamos uma rotina?

      Se partimos do pressuposto de que a rotina está ligada à organização do tempo e espaço, interferindo diretamente no planejamento; montamos uma gama de respostas que nos levam a repensar em nosso cotidiano escolar. Nesse caso, especificamente, no cotidiano das creches onde crianças de 0 a 3 anos permanecem em média 10 horas por dia, de segunda a sexta-feira, num total de 50 horas semanais.

      E por mais que pareça estranho, ou inviável, alguns professores insistem em “ (planejar) a rotina no momento em que entram em sala de aula”  tendo como resposta: “ o aluno está se adaptando ao ambiente e a novas pessoas a sua volta, tenho uma rotina flexivel”.

      O aluno fará o que quiser? No momento em que bem entender?

      A rotina DEVE ser flexivel, porém, sistematiza, pensanda sobretudo nas ações que FORAM previamente planejadas, embasadas no planejamento e de acordo com os objetivos a serem atingidos, tanto pelo professor como pelo aluno, pois quando penso no ato de ministrar aula devo entender que tanto aluno como professor são atuantes no processo, desta forma o professor tem objetivos estabelecidos a atingir tanto quanto o aluno. Como exemplo podemos destacar o momento da refeição: o professor pode estabelecer como um dos objetivos a organização do ambiente e do tempo e propor ao aluno que tenha contato com alimentos variados explorando o paladar, olfato, assim como coordenação ao manusear talheres, entre outros.

      De acordo com Tognetta, em: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/0-a-3-anos/como-aproveitar-bem-tempo-creche-planejamento-rotina-educacao-infantil-bebes-criancas-535435.shtml 

      “Pensar numa rotina eficiente para bebês e crianças pequenas, exige, é claro, coordenar a intenção de cuidar ao ato de educar. Nessa fase, as necessidades biológicas, como sono, alimentação e higiene, são tão importantes quanto as afetivas, motoras, cognitivas e sociomorais”. 

      Entendo que distribuir brinquedos ou estabelecer “hora do soninho” três vezes ao dia, por exemplo, não sejam sinônimos de rotina flexível.

      Mesmo bebês necessitam de sequência de atividades para estabelecerem ordem aos acontecimentos. E essas além de educativas devem ser sistematizadas de forma organizada, pois eles se acostumam com a sequência de acontecimentos e conseguem prever o que virá depois. Isso também permite que conheçam seus limites e entendam qua as coisas nem sempre podem ser realizadas na hora e do jeito que eles desejam.

      Considerando que em diversas situações de adaptação o choro é constante; acalentar no colo e estabelecer situações que propiciem aos pequenos segurança e conforto são estratégias que devem ser utilizadas, contudo, dentro de um planejamento visando a adaptação à  rotina onde todas as ações são planejadas e objetivadas.

      Como enfatiza o documento Parâmetros de Qualidade para Educação Infantil (MEC, 2006), grifo meu:

      “ Crianças expostas a uma gama de possibilidades interativas têm seu universo pessoal de significados ampliados, desde que se encontrem em contextos coletivos de boa qualidade. Essa afirmativa é considerada válida para todas as crianças, independente de sua origem social, pertinência étnico/racial, ou credo; desde que nascem”.

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