terça-feira, 29 de maio de 2012

Educação Inclusiva e algumas considerações...


A educação com o passar dos anos sofreu grandes modificações, principalmente devido as políticas públicas que a envolviam, por anos fomos reprodutores de uma necessidade mercantilista, onde as Leis que fundamentavam a Educação restringia o ensino para o oferecimento direto de mão-de-obra, esta em grande quantidade e de pouca qualidade, já que esperavam daqueles que se formavam a reprodução apenas de conhecimentos fragmentados, apenas necessários para o desenvolvimento de seu futuro emprego.
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores (Lei nº 9.394/96).

Diante necessidades reais de considerarmos a evolução do homem e sua capacidade de interação diante a multiplicidade de características entre os indivíduos, novas proposta internacionais surgiram, permitindo que o governo rendesse suas necessidades as reais necessidades dos educandos.

Nós, os delegados da Conferência Mundial de Educação Especial, representando 88 governos e 25 organizações internacionais em assembléia aqui em Salamanca, Espanha, entre 7 e 10 de junho de 1994, reafirmamos o nosso compromisso para com a Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e urgência do providenciamento de educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino e re-endossamos a Estrutura de Ação em Educação Especial, em que, pelo espírito de cujas provisões e recomendações governo e organizações sejam guiados (1994, Declaração de Salamanca).

Tal proposta exigia, e muito, das competências e conhecimentos de gestores e professores, responsáveis para sua efetiva realização. Assim o papel do supervisor Educacional, por exemplo,  que por muito tempo restringiu-se a burocracias, hoje fundamenta-se não apenas nestas, mas também na organização, planejamento e execução da Proposta Político-Pedagógica das Redes de Ensino.
A construção e desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico exigirá total envolvimento de toda comunidade escolar para garantia de uma educação de fato inclusiva, onde os profissionais, pais e outros responsáveis pela Educação destas pessoas devam estar cientes e manterem objetivos comuns de oferecimento de uma educação para a vida, não mais uma educação mercantilista, mas uma Educação que respeite as especificidades dos educandos e que o auxilie em sua inserção na sociedade como um cidadão ciente de seus deveres e direitos, possibilitando ainda que este possa mudar a atual realidade de uma sociedade de pensamentos dúbios quanto aos objetivos da educação.

A proposta inclusiva deve ser entendida como um processo que não se reduz a inserção deste ou daquele aluno em classe regular [muitas vezes a revelia do professor!]. Inclusão é processo, não ocorre por decretos ou modismo (EDLER, p.160, 2009).

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