A educação com o passar dos
anos sofreu grandes modificações, principalmente devido as políticas públicas
que a envolviam, por anos fomos reprodutores de uma necessidade mercantilista,
onde as Leis que fundamentavam a Educação restringia o ensino para o
oferecimento direto de mão-de-obra, esta em grande quantidade e de pouca
qualidade, já que esperavam daqueles que se formavam a reprodução apenas de
conhecimentos fragmentados, apenas necessários para o desenvolvimento de seu
futuro emprego.
Art.
22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe
a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe
meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores (Lei nº 9.394/96).
Diante necessidades reais de
considerarmos a evolução do homem e sua capacidade de interação diante a
multiplicidade de características entre os indivíduos, novas proposta internacionais
surgiram, permitindo que o governo rendesse suas necessidades as reais
necessidades dos educandos.
Nós,
os delegados da Conferência Mundial de Educação Especial, representando 88
governos e 25 organizações internacionais em assembléia aqui em Salamanca,
Espanha, entre 7 e 10 de junho de 1994, reafirmamos o nosso compromisso para
com a Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e urgência do
providenciamento de educação para as crianças, jovens e adultos com
necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino e
re-endossamos a Estrutura de Ação em Educação Especial, em que, pelo espírito
de cujas provisões e recomendações governo e organizações sejam guiados (1994, Declaração
de Salamanca).
Tal proposta exigia, e
muito, das competências e conhecimentos de gestores e professores, responsáveis
para sua efetiva realização. Assim o papel do supervisor Educacional, por
exemplo, que por muito tempo
restringiu-se a burocracias, hoje fundamenta-se não apenas nestas, mas também
na organização, planejamento e execução da Proposta Político-Pedagógica das
Redes de Ensino.
A construção e
desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico exigirá total envolvimento de
toda comunidade escolar para garantia de uma educação de fato inclusiva, onde
os profissionais, pais e outros responsáveis pela Educação destas pessoas devam
estar cientes e manterem objetivos comuns de oferecimento de uma educação para
a vida, não mais uma educação mercantilista, mas uma Educação que respeite as
especificidades dos educandos e que o auxilie em sua inserção na sociedade como
um cidadão ciente de seus deveres e direitos, possibilitando ainda que este
possa mudar a atual realidade de uma sociedade de pensamentos dúbios quanto aos
objetivos da educação.
A proposta inclusiva deve ser
entendida como um processo que não se reduz a inserção deste ou daquele aluno
em classe regular [muitas vezes a revelia do professor!]. Inclusão é processo,
não ocorre por decretos ou modismo (EDLER, p.160, 2009).
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