quarta-feira, 23 de maio de 2012

Reflexão: O direito de ser, sendo diferente, na escola.

Incluir não significa apenas inserir um aluno com necessidades especiais dentro do âmbito escolar e simplesmente aceita-lo naquele ambiente, incluir, é dar condições necessárias, suporte pedagógico, compreensão,  sem contar que deve haver ensino de qualidade para que esse aluno desenvolva suas potencialidades seja ela motora, cognitiva ou sócio- afetivo.
Talvez por falta de interesse dos órgãos competentes na área da educação muitos alunos por falta de laudos competentes estão sendo incluídos no ensino regular  sem o conhecimento necessário de professores, pais e especialistas, e  assim os priva da qualidade de uma alternativa educacional includente e as escolas pouco inovam para uma mudança na organização pedagógica.
É evidente que o modelo educacional mostra sinais de esgotamento, e é preciso aproveitar esse vazio de idéias que acompanha a crise dos velhos paradigmas para surgir um momento de transformações, enxergar o que se passa ao nosso redor anulando as diferenças e que para aprender e ensinar há diversas maneiras de se expressar, para isso é fundamental que os sistemas escolares acabem com a categorização de iguais/ diferentes, mesmo porque criar “rótulos” diante das diferenças “é o que o outro é” e dizer em tolerância, generosidade torna-se uma certa superioridade de quem “tolera”, precisamos na realidade trocar experiências com as diferenças e enxergar suas riquezas, porque o aluno especial não é um “outro sujeito”.
Dentro destas transformações há que se discutir a respeito  do que significa integração e  inclusão. Quanto a integração, esta está mais relacionada a inserção escolar de alunos com deficiência nas escolas comuns e o acesso as salas de aula do ensino regular ou ensino em escolas especiais. Já a inclusão vem em contrapartida com a integração pois esta é mais radical, completa e sistemática, assim dizendo, todos os alunos sem exceções devem frequentar as salas de aula do ensino regular, para isso é evidente que precisamos reciclar os planos de educação e volta-las para uma cidadania mais global e livre de preconceitos.

A Consituição brasileira de 1988  garante o direito à igualdade e promove o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outra forma de discriminação, ou seja a nossa constituição é um marco na defesa da inclusão escolar, porém ainda há muito que se trabalhar para reverter a situação de fracasso pelas nossas escolas com a evasão escolar.







                                      Fonte:http://saberesefazeresnaeducacao.blogspot.com.br/2011/06/criancas-que-apresentam-necessidades.html




  
Referência bibliográfica:
Artigo de Maria Teresa Eglér Mantoan, “
O direito de ser, sendo diferente, na escola”                                                

Um comentário:

  1. Maria Izabel, gostei muito de seu texto. Realemnte devemos não apenas aprender a incluir, mas especialmente aprender a respeitar, pois todos temos nossas particularidades!!

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